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Sediada no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é um projecto musical multifacetado que foi criado em Novembro de 2004 por um grupo de cerca de 70 jovens instrumentistas na sua maioria licenciados ou em vias de obterem o grau de licenciatura na performance instrumental ao mais alto nível.
A BSP teve o seu concerto de apresentação no dia 1 Janeiro de 2005 no grande auditório do Teatro Rivoli do Porto onde também gravou o seu primeiro CD, tendo entretanto recebido um importante apoio por parte da Culturporto e mais tarde da Porto Lazer na divulgação e expansão do seu projecto.
A partir de Janeiro de 2007, a BSP é convidada pela Fundação Casa da Música a apresentar-se na Sala Guilhermina Suggia, onde tem vindo a interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, algumas delas até em primeira audição.
Ao longo dos quatro primeiros anos de actividade, a BSP possibilitou, na maioria dos seus concertos, a apresentação de talentosos solistas, entre os quais, Paulo Areias (Oboé), João Pedro Santos, Diogo Ferreira e Vicente Alberola (Clarinete), Nuno Simões e João Pacheco (Percussão), Jean-Yves Fourmeau, Gilberto Bernardes, Hugo Marinheiro e Mário Marques (Saxofone), Jorge Almeida, Hugo Santos, Telmo Barbosa e Manuel Luís Azevedo (Trompete), Ricardo Matosinhos e Hélder Vales (Trompa), Marco Rascão (Trombone), Sérgio Carolino (Tuba), Marco Pereira (Violoncelo), Fernando Marinho (Flauta), Quarteto de Saxofones do Porto, Quinteto de Metais Carnyx e Quinteto de Sopros Avent-Garde.
Outros objectivos passam pela iniciativa pedagógica de levar a cabo masterclasses com professores de reconhecido mérito artístico, destacando-se já a realização das Jornadas de Saxofone Porto 2005, os Master Classes com António Saiote e Iva Barbosa (Clarinete), Jorge Almeida (Trompete), Vincent David e Jean-Yves Fourmeau (Saxofone), Quarteto de Saxofones do Porto e ainda os I, II, III e IV Cursos de Direcção de Banda orientados pelos prestigiados Maestros Marcel van Bree, Jan Cober (Holanda) Douglas Bostock (Inglaterra) e José Rafael Vilaplana (Espanha) em parceria com as Bandas de Famalicão e Militar do Porto, respectivamente.

Em Novembro de 2007, 2008 e 2009 respectivamente, os Maestros Jan Cober, Douglas Bostock e José Rafael Vilaplana dirigiram a BSP com enorme sucesso, tendo considerado este projecto como extraordinário e de uma riqueza cultural enorme para Portugal. Aliás, a BSP tem vindo a receber até ao momento as melhores críticas, não só do público em geral, como também de prestigiados músicos nacionais e estrangeiros. Destaca-se ainda a realização de concertos no Rivoli - Teatro Municipal do Porto, Europarque, Culturgest – Lisboa, Claustros do Mosteiro de São Bento da Vitória e do Governo Civil de Vila Real, Teatros Municipais de Bragança e Vila Real, Auditórios de Espinho e Lagoa, Teatro Ribeiro Conceição (Lamego), Fundação de Serralves, Concha Acústica do Palácio de Cristal, Teatro Monumental de Madrid (RTVE) e Rosalia de Castro (Corunha) participações nos Certames Internacionais de Boqueixón e Vila de Cruces (Espanha).
A BSP obteve em Abril de 2008 o 1º prémio no II Concurso Internacional de Bandas de La Sénia na Catalunha (Espanha) na 1ª secção.
A Banda Sinfónica Portuguesa é uma Associação cultural, sem fins lucrativos, apoiada pela Academia de Música de Costa Cabral – Porto (escola de ensino especializado da música oficializada pelo Ministério da Educação) e financiada pela Direcção Geral das Artes do Ministério da Cultura.
A direcção artística está a cargo do Maestro Francisco Ferreira.
English Version Spanish Version Regulamento Interno
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Actividades
Maio de 2005 –Master Class de Clarinete com Iva Barbosa e António Saiote (Academia de Música de Costa Cabral);
Março de 2005 – I Jornadas de Saxofone com Vicent David e participação de empresas internacionais especializadas em saxofone (Academia de Música de Costa Cabral e Fundação Eng. António de Almeida).
Janeiro a Dezembro de 2006 – 40 Concertos de Música de Câmara no Parque Nascente – Rio Tinto, Gondomar.
Novembro de 2006 – I Curso Nacional de Direcção de Banda – Maestro Marcel van Bree (Maestro Titular da Banda Municipal da Corunha – Espanha).
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O Universo Instrumental da Banda Sinfónica
A ideia de banda sinfónica esteve no passado intimamente ligada ao trabalho da orquestra sinfónica. No final do século XIX e início do século XX, esse numeroso organismo instrumental de sopros e percussão elevava a já tradicional banda de música ao "status" de uma orquestra sinfónica, principalmente no que se referia ao repertório. Os arranjos e transcrições de aberturas de óperas, operetas, movimentos de sinfonias, poemas sinfónicos e as célebres valsas vienenses constituíram-se ingredientes responsáveis pela popularização da música sinfónica, quando, de uma maneira mais ágil, promoviam o acesso do grande público à chamada música de concerto, através de apresentações em parques e outros logradouros, fora das ostentações dos grandes teatros da época. Por outro lado, a excelência de muitos desses organismos trazia a banda à cena principal nas grandes salas de concerto, despertando assim o interesse de muitos compositores para uma nova possibilidade de expressão musical que surgia, trazendo consigo uma flexibilidade que até então a já consolidada orquestra sinfónica não permitia. Uma vez inspiradas nas grandes orquestras e por força do repertório (baseado unicamente em transcrições), as primeiras bandas sinfónicas eram bem maiores que os conjuntos modernos, já que partiam do princípio da substituição dos naipes de instrumentos de cordas por instrumentos de sopro. Algumas formações utilizavam entre 24 e 32 clarinetes e, em muitos casos, seguindo a tradição espanhola, mantinham-se os naipes completos de violoncelos e contrabaixos, tais como na orquestra.
O desenvolvimento desses organismos e a sua importância na cultura musical universal motivaram célebres compositores - como Hector Berlioz (Sinfonia Fúnebre e Triunfal), Gustav Holst (1ª e 2ª Suites e Hammersmith), Arnold Schoenberg (Tema e Variações, opus 43 a), Paul Hindemith (Sinfonia em Si Bemol e Konzertmuzik) e Heitor Villa-Lobos (Fantasia em Três Movimentos em forma de Choros e Concerto Grosso) - à criação das mais significativas obras do repertório original para banda sinfónica, impulsionando assim a produção de uma literatura específica que não pára de crescer. Já no século passado, por conta de uma escrita mais transparente e sofisticação do repertório, consolidou-se o modelo de formações mais compactas, redefinindo o critério de dobramento de vozes e imprimindo uma maior diversidade à sua constituição instrumental. A esse novo olhar deu-se o nome de "wind-ensemble" - Orquestra de Sopros. A formação da Orquestra de Sopros foi baseada, a princípio, naquilo que havia de mais significativo no repertório para sopros: a partir das célebres serenatas e divertimentos de Mozart, serenatas para sopros de Richard Strauss, sinfonias e concertos para vários instrumentos solistas e conjuntos de sopro de Stravinski, criando em seguida releituras de obras de compositores famosos da música para banda, como John Philip de Sousa e Henry Fillmore, passando por Charles Ives, Russell Bennett, Clifton Williams, Vincent Persichetti entre outros.
Hodiernamente, encontramos uma grande implantação deste tipo de formação em países bastante desenvolvidos como E.U.A., Japão, Coreia do Sul, Austrália, Espanha, Holanda, Itália, Bélgica, entre outros, mas também em países com fortes raizes culturais como Brasil, Uruguai, Argentina, China, Croácia e Eslováquia.
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