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Banda Sinfónica Portuguesa – onde a Música acontece! (10.Nov.2008)
Maestro Douglas Bostock "Absolutely Fantastic"
Trabalhar com o maestro Douglas Bostock é uma experiência extraordinária. Poder estar, aprender e "beber" os conhecimentos da vasta e longa experiência do maestro foi uma experiência a todos os níveis.
To Maestro Douglas Bostock, I would like to say that it was a great pleasure to meet you, and at same time, to have your answers for all my questions. Your humility as well as your friendship, in parallel with your "color" for being, doing, and understanding music are unique. Bem haja. We hope to see you in Covilhã! - JEB Cavaco, Elmano Pereira
CONCERTO na Casa da Música – Onde a música acontece! Banda Sinfónica Portuguesa ao melhor nível! A Musicalidade, o timbre e a qualidade fizeram deste Concerto um dos acontecimentos no mundo dos sopros a nível nacional!
Comecemos pela escolha do repertório que esteve excelente – Uma abertura composta por Alfred Reed (1925-2005) "dedicada a todos os que procuram a excelência na área nobre da educação musical" VIVA A MUSICA! Seguiram-se depois 3 obras, todas elas com um elo de ligação – madeira – bosque e personagens mitológicas como elfos, fadas e gnomos. Os sons japoneses chegaram com a melodia Kobiki-uta de Kiyoshige Koyama (n.1914), originária da ilha de Kyushu no sul do Japão. É o canto de trabalho dos lenhadores solitários nas montanhas. A BSP recebeu uma mensagem directamente do compositor que agradeceu o facto de a sua composição ser interpretada pela 1ª vez em Portugal! A vasta experiência do Maestro Douglas por terras nipónicas imprimiu uma dinâmica excelente à obra. Escutamos depois a obra El Bosque Magico de Ferrer Ferran (compositor valenciano) – tendo como solista no oboé Paulo Areias – de extrema dificuldade para o solista que teve uma prestação excelente. E por fim Quadros de uma exposição de Modest Mussorgsky num dos melhores arranjos de sempre de Tohru Takahashi a partir do original e não a versão de Maurice Ravel.
35 minutos num ambiente absolutamente fantástico, em que a sala por momentos parecia ficar suspensa… e quando a força sonora dos acordes finais do 14º e último andamento - "Great Gate of Kiev" se fizeram ouviram na magnífica sala Suggia da Casa da Música do Porto – um forte, longo e caloroso aplauso ecou! Bravo! Como testemunho fica um forte aplauso a TODOS os músicos da BSP, ao seu Director Artístico, Francisco Ferreira, e Direcção da BSP pelo arrojo do projecto e por permitirem que eventos como este aconteçam no nosso país.
J. E.B. Cavaco
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Ainda o concerto da BSP na Casa da Música
Banda Sinfónica Portuguesa [17.Nov.2007]
in bandasfilarmonicas.com
Sobre o Concerto da Banda Sinfónica Portuguesa no passado dia 4 de Novembro na Casa da Musica, sob a direcção de Jan Cober, pedimos ao Maestro André Granjo, (o primeiro Mestrado em direcção de banda em Portugal) que tecesse um comentário sobre o mesmo. Ei-lo:
Foi uma excelente oportunidade!
Foi uma excelente oportunidade para ouvir boa música tocada por excelentes músicos e maestro.
Não será todos os dias que um maestro, mesmo o Jan que está habituado a dirigir algumas das melhores bandas da Europa, dispõe de um conjunto tão bom de jovens instrumentistas para trabalhar.
A sonoridade geral da banda, apesar do meu local de audição não ser o melhor, foi rica e controlada tornando todos os momentos de clímax verdadeiramente impressionantes e contrastantes como aliás devem ser (o que nem sempre é fácil com uma banda de dimensões semelhantes à BSP).
A musicalidade do maestro pôde assim transparecer dando a oportunidade ao público de ouvir não só uma banda tecnicamente perto da perfeição em termos de afinação, acerto, timbres, etc., mas tudo aquilo que está para além disso e que é em última análise aquilo que o público deve ouvir (os que foram para o auditório ver se a banda toca afinado, se é certinha, se é homogénea, se tem “impacto sonoro”, perderam com certeza 90% do espectáculo).
Quanto ao repertório escolhido impressionou-me sobretudo a obra de Derek Bourgeois pela sua criatividade. De uma dificuldade técnica muito elevada, nomeadamente pelas constantes mudanças de compasso e contrapontos, foi de facto um prazer poder desfrutar desta obra interpretada por Jan Cober epela BSP.
Se algo de menos conseguido aconteceu durante o espectáculo foi a meu ver o Quadrupelconcert de Badings. Posto perante a hipótese de ter um quarteto de saxofones profissional como concertante, e sendo holandês, Jan escolheu obviamente o dificílimo concerto do seu conterrâneo.
Uma vez que conheço a obra relativamente bem através de uma gravação que o Jan fez com a Banda do Conservatório de Brabant e com o quarteto de Saxofones de Brabant (grupo para o qual Badings escreveu esta obra em 1984) tive a sensação de que houve alguns momentos em que faltou alguma coerência à interpretação.
Isto em nada diminui tanto a capacidade técnica dos solistas, da banda ou do maestro, mas de facto é uma linguagem e uma escrita demasiado complexa e invulgar que faz com que 3 ou 4 ensaios sejam pouco, mesmo para os mais competentes profissionais, para conseguir produzir uma interpretação homogénea durante os cerca de 20 minutos de duração da obra.
Para os que não se identificaram muito com Badings, aconselho uma audição atenta a outras obras talvez um pouco mais acessíveis em termos de linguagem como a Sinfonietta Nº2 ou a Suite Golden Age disponíveis em CDs da editora Molenaar.
Por fim os meus parabéns a todos aqueles que permitiram este feliz casamento artístico que proporcionou a todos os que quiseram ouvir um excelente concerto.
André Granjo (Maestro)
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Banda Sinfónica Portuguesa na Casa da Musica
Banda Sinfónica Portuguesa [11.Nov.2007]
in bandasfilarmonicas.com
Em menos de uma semana Jan Cober faz em Portugal dois mestrados, um curso de direcção com a a Banda Militar do norte para 26 participantes, prepara um concerto “Ao mais alto nível”, faz um espectáculo na Casa da Música...e ainda lhe sobra tempo para dar uma “entrada de cabeça”... aos contra-baixos!
A Banda Sinfónica Portuguesa arrebatou todos os lugar da sala Suggia da Casa da Música, no passado domingo dia 4 ás 12:00, como aliás sempre o tem feito.
Pela primeira vez desde a sua criação, sob a direcção deste vulto holandês a BSP voltou a fazer, um maravilhoso concerto.
Caberá destacar que o titular da BSP, Maestro Francisco Ferreira, tocou desta vez com a Banda e sob a direcção do Jan Cober, seu professor, o Quadrupelconcert de Badings. O Quarteto de Saxofones do Porto, que interpretou a obra atrás referida, foi fundado por si e por mais três ex-alunos seus (Hugo, Gilberto e Carlos) é uma das referências Saxofonísticas do país, havendo já sido convidado pela Yamaha a integrar o seu leque de artistas.
Strauss foi a eleição de Cober para finalizar o concerto e foi divertidissimo.
Abaixo transcrevemos os comentários de três importantes personalidades do mundo da música:
Sergio Carolino (Tuba da ONP e Prof. ESMAE)
A Banda Sinfonica Portuguesa, o maestro Jan Cober e o Quarteto de saxofones do Porto estiveram ao mais alto nivel... BRAVO a todos os intervenientes! A BSP é um projecto que merece todo o nosso respeito, admiracao e apoio, no sentido que a curto/medio prazo, consigamos ter uma orquestra de sopros/banda profissional ou pelo menos semi-profissional!! O nosso pais, os nossos talentosos jovens musicos e maestro bem que merecem...... 5 estrelas!"
André Granjo (Maestro)
(..) A sonoridade geral da banda foi rica e controlada tornando todos os momentos de clímax verdadeiramente impressionantes e contrastantes como aliás devem ser (o que nem sempre é fácil com uma banda de dimensões semelhantes à BSP). Os meus parabéns a todos aqueles que permitiram este feliz casamento artístico que proporcionou a todos os que quiseram ouvir um excelente concerto.
Kevin Wauldron (Prof.Trompete ESMAE)
Foi um excelente concerto. Muitos parabéns á Banda Sinfónica Portuguesa e ao Francisco Ferreira pelo projecto.
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Banda Sinfónica Portuguesa na "Casa da Música"
Banda Sinfónica Portuguesa [04.Abr.2007]
in bandasfilarmonicas.com
De novo inovadora e brilhante. Neste concerto dominical na Casa da Música, sob a direcção do seu maestro titular, Francisco Ferreira , a BSP elevou de novo, bem alto, pergaminhos que a caracterizam: Qualidade, inovação, oportunidade aos jovens de se apresentarem num grupo que os prestigia ao mais alto nível.
Desta vez não faltou a música portuguesa, (O “Caminho para a Índia) cujo autor, o jovem compositor Samuel Pascoal, músico da Banda da Armada, presente no auditório, foi justamente honrado pelo maestro que o fez subir ao palco para receber os aplausos do público.
Do concerto destacam-se todas as obras, todas de excelente qualidade, não obstante a obra de Respighi "Belkis, Regina di Saba" ser um pouco extensa e algo difícil de "digerir" para o público em geral, apesar dos quatro quadros diferentes. Não lhe retira contudo a grande qualidade. Compreende-se o alinhamento do programa e compreende-se a sua inserção.
Arrebatadora foi a participação do solista Jorge Almeida no concertino de Gillingham, onde brilhou em três instrumentos, (Trompete em Dó, Piccolo e Fliscorne), de difícil execução.
Outro momento inovador e interessante foi a intervenção dos trompetistas "fora de cena", visíveis e invisíveis, na obra de Wagner. Surpreendido o público olhava para todos os lados tentando perceber de onde vinha a sussurante resposta aos trompetes que estavam á vista embora num plano diferente do da Banda.
“La virgem de la macarena”, como "encore" pelo super Jorge Almeida, para terminar, de memória, fez levantar o auditório que não parava de aplaudir.
Destaca-se ainda a breve intervenção do Maestro Francisco Ferreira, que agradeceu á Casa da Musica o convite e a confiança que lhe foi depositada e referiu que os jovens que fazem parte da BSP são músicos de elevada qualidade, com formação superior ou em vias de a terminar e que merecem a atenção de quem de direito a fim de lhes serem proporcionadas oportunidades de carreira, para que cada vez mais jovens sejam incentivados a dedicar-se à arte e não o contrário. Desejou também, o maestro, uma páscoa feliz a todo o auditório.
Foi um grande concerto, um grande momento musical. No público, e ainda bem, não faltaram também estrelas do nosso meio musical, quer da área das Filarmónicas quer do ensino superior.
A BSP é, a cada concerto que passa, uma novidade, uma surpresa.
É um excelente grupo artístico que merece, como mereceu por parte da Casa da Música ou de Pedro Burmester, a atenção dos responsáveis pela cultura artística do nosso país.
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Jorge Almeida – Aquela Bomba!!
Banda Sinfónica Portuguesa [03.Abr.2007]
in bandasfilarmonicas.com
A casa da música rendeu-se perante os seus atributos. Não serão necessários muitos adjectivos para qualificar a prestação de Jorge Almeida no concerto da Casa da Música. E não é em vão que é o principal trompete da Orquestra Sinfónica Portugesa. “O máximo”, “sempre a cem por cento”, foram ditos que se ouviram no fim do concerto a parabenizar o solista.
Gillingham, no seu concertino onde a nossa estrela brilhou em três instrumentos, (Trompete em Dó, Piccolo e Fliscorne), de difícil execução e interpretação, foi prestigado pelo Jorge e igualmente pela Banda Sinfónica Portuguesa que mais uma vez inovou, e de que maneira, o repertório no concerto de 01 de Abril de 2007.
Soberbo concerto, soberbo solista, grande BSP.
Jorge Almeida, um músico do topo da pirâmide artística, que sempre se manteve ao lado das Bandas Filarmónicas apesar do seu elevado estatuto, vem á Casa da Música, igualmente prestigiar todos os que vivem este meio, e fê-lo de forma arrasadora.
Começou com o Concertino de Gillingham e terminou com La virgem de la macarena e com todo o auditório de pé aplaudindo efusivamente. Uma Bomba!
A 20 de Maio este super-Trompetista estará em cenário idêntico: No Europarque em Sta Maria da Feira, pelas 17:30, com a ARMAB - “Banda da Branca” num concerto de lançamento de um CD absolutamente estrondoso.
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Grande Concerto na Casa da Música
Banda Sinfónica Portuguesa [08.Jan.2007]
in bandasfilarmonicas.com
Foi a primeira vez que fui à Casa da Música para assistir a um concerto. Não fosse a Banda Sinfónica, talvez não lá fosse tão cedo, porque tenho bem perto de casa o Europarque onde tive o privilégio de assistir a concertos pelas melhores orquestras do mundo.
Por várias razões, entre as quais o rol de artistas que elenca a BSP, desta vez decidi previamente que iria a este concerto custasse o que custasse. E assim fiz. Acompanhado por um amigo que nada tem a ver com bandas filarmónicas (apesar de ser um grande artista noutra área da Música) mas que convenci a acompanhar-me, lá fomos na expectativa de assistir a um bom concerto e de dar o tempo por bem empregue.
Há hora certa lá chegamos, assistimos a quase duas horas de concerto e, quanto á avaliação de dar o tempo por bem empregue....se foi! Excelente. Excelente!
Não conheço as obras, que para mim foram uma surpresa agradável. Não conheço todos os detalhes das partituras para comentar isto ou aquilo que eventualmente tenha corrido menos bem, como acontece a todas orquestras. Não sou expert em direcção para avaliar se o maestro está ou não á altura da orquestra. Mas que me encheu a alma aquilo que ouvi, disso tenho a certeza... e estou grato á Banda Sinfónica Portuguesa - e à Casa da Música - por mo ter proporcionado.
Antes da obra para Violoncelo, comentava eu com o meu amigo que seria, quiçá, mais uma daquelas que já tem o pó do arquivo entranhado, bolarenta, e que agora vão trazê-la de volta para encher programa e dar relevo ao rapaz. Nada mais errado. Foram momentos deslumbrantes de música, de virtuosismo, de arte ao mais alto nível. O Jovem Marco está de parabens.
Pelo excelente programa que constituiu este concerto e pela qualidade do grupo, gostaria de apresentar os mais sinceros parabéns à direcção da Banda Sinfónica Portuguesa e ao maestro Francisco Ferreira. A qualidade de um grupo é o reflexo da qualidade do seu líder quer se queira quer não e aqui o Francisco Ferreira não deixa os seus créditos por mão alheias...
Tudo neste concerto estaria perfeito, na minha modesta opinião, se no fim, ainda que de uma forma muito subtil, se fizesse alguma música portuguesa...
Porquê maestro, porquê?....
De qualquer forma, bem hajam pelo trabalho que tem vindo a desenvolver. A Banda Sinfónica Portuguesa cada vez se afirma mais como projecto de interesse público, de grande valor para o meio musical português.
Mário Cardoso
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Concertos ao meio-dia para plateia "satisfeita"
In Jornal de Notícias 09/01/2007
Marta Neves
A avaliar pela plateia, ontem praticamente esgotada, da sala Suggia, na Casa da Música (CM), no Porto, pode afirmar-se que a estreia do ciclo "Ao meio-dia" - que integra uma série de concertos sempre apresentados ao domingo - foi um sucesso.
Pelas 12 horas, apenas um grupo restrito de pessoas corria apressado da estação do metro para a CM. Lá dentro, na sala de maiores dimensões, seguramente mais de mil pessoas esperavam, com entusiasmo, pelo início do concerto da Banda Sinfónica Portuguesa.
Do casal mais velho, de cabelos brancos, que fintou o elevador e preferiu aventurar-se a subir a longa escadaria, aos mais pequenos, ensonados, de chupeta em riste, e ao colo dos pais, passando pelo grupo de adolescentes de revista cor-de-rosa debaixo do braço, ou até aos amigos que "fizeram questão de madrugar no domingo" só para ir ver o colega a tocar, todos contribuíram para formar uma das assistências mais heterogéneas que a sala Suggia alguma vez recebeu.
Maria Pereira, de 59 anos, já está "habituada a vir aos concertos da CM". Todavia, foi com "verdadeira satisfação" que assistiu, ontem, ao início do ciclo "Ao meio- -dia". Estupefacta quanto à adesão do público, confessa que "a cidade do Porto precisa de mais iniciativas deste género". "Não tenho dúvidas que se, às vezes, há uma fraca adesão aos concertos, é porque os bilhetes são muito caros", assinala.
Da mesma opinião é Carlos Mateus, de 35 anos, que "aproveitou a iniciativa" para dar a conhecer à pequena Rita, de quatro anos, "a CM que ela só conhecia por fora". De sorriso rasgado, o progenitor confessou que "muito provavelmente é uma experiência a repetir".
A Banda Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Francisco Ferreira, apresentou (durante uma hora e 45 minutos) um programa com obras de Friedrich Gulda, Joaquin Rodrigo, Bernardo Adam Ferrero e Ricardo Villa. Para a semana, no dia 14, o ciclo "Ao meio-dia" (com os bilhetes a custarem cinco euros) conta com a apresentação da Orquestra Nacional do Porto. Do programa constam obras de Dmitri Shostakovich, Joaquin Rodrigo e Mikhail Glinka.
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Música clássica para o ano novo
Jornal e Notícias de 16/12
Vai decorrer durante todo o próximo mês de Janeiro de 2007, o primeiro "FAN - Festival de Ano Novo - música séria para gente divertida", promovido pelo Teatro Municipal de Vila Real.
A iniciativa tem ainda como parceiros o Teatro Municipal de Bragança, a Associação Chaves Viva e os municípios de Lamego e Tabuaço, e vai levar a música clássica a dez monumentos ou locais de interesse histórico da região transmontano-duriense.
Segundo Vítor Nogueira, director do Teatro Municipal de Vila Real, "esta iniciativa, que está orçada em cerca de 50 mil euros, e conta com apoios do Leader+, através da Associação Douro Histórico, permitiu uma economia de escala, ao mesmo tempo que propõe percursos históricos com visitas a locais de grande valor patrimonial, às vezes desconhecidos pelas pessoas, mesmo as que aqui vivem".
Alguns dos concertos serão, assim, realizados na Sé de Lamego, na igreja Matriz de Tabuaço nas igrejas de Sendim, Longa ou Granja do Tedo, no mesmo município, sem esquecer os teatros municipais de Bragança e Vila Real, o Centro Cultural de Chaves, mas também as igrejas de Arroios, em Vila Real ou a famosa Torre de Quintela.
O FAN vai decorrer numa rede composta "por diversos edifícios de manifesto interesse patrimonial, com concertos que se pretendem em formato descontraído, contrariando dificuldades tantas vezes colocadas no acesso à cultura erudita", acrescentou Vítor Nogueira.
Ao todo, são 21 concertos de Ano Novo, entre o s dias 1 e 28, com actuações que vão desde a Banda Sinfónica Portuguesa aos Clarinetes Ad Libitum, Scherzi Musicali, o Coro Madrigália, Quarteto de Cordas Più Animato, Jed Barahal e Artur Caldeira, Quarteto de Saxofones do Porto, Yakov Marr e Svetalana M., Ricardo Barceló e Raul Pinto e Dominika Anna Miecznikowska.
O FAN será, a par do Douro Jazz e do 27 - Festival de Teatro, "mais uma aposta numa estrutura descentralizada de acolhimento de eventos culturais, que visa a circulação de públicos na região e a programação em rede, garantindo um acesso o mais generalizado possível a iniciativas de natureza cultural, de qualidade", rematou Vítor Nogueira.
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Curso Nacional de Direcção de Banda
Marcel van Bree
Maestro Titular da Banda Municipal de Corunha
Sob iniciativa da Banda Sinfónica Portuguesa com apoio da Academia de Música de Costa Cabral, da Banda de Música de Famalicão e do Ministério da Cultura, decorreu durante este fim de semana o I Curso Nacional de Direcção de Banda, superiormente orientado por Marcel van Bree, ilustre Maestro holandês titular da Banda Municipal da Corunha, cujo curriculum vitae, por si só, fazia antever que esta iniciativa seria coroada de garantido sucesso. De facto, com a presença de duas dezenas de participantes entre activos e ouvintes, as expectativas não foram apenas alcançadas, mas amplamente superadas. Com o objectivo de contribuir para um desenvolvimento pedagógico na área da direcção de banda, foram abordadas várias matérias de índole teórica (análise, instrumentação, história da música e repertório) e prática (técnica e ensaios com banda).
Para o pleno êxito da componente prática, salienta-se a parceria estabelecida com a Banda de Música de Famalicão no sentido de realização de ensaios com a mesma nas suas instalações.
No final do curso, foi gratificante ouvir as palavras de louvor emitidas por todos os participantes cujos testemunhos realçaram a organização, a extrema relevância das matérias abordadas, a metodologia pedagógica apresentada e a elevada mais valia que esta iniciativa lhes proporcionou. O contentamento era geral e ficou bem patente o desejo e vontade de que a experiência vivida, não constitua um mero acto isolado mas, seja apenas a primeira de muitas outras a realizar futuramente.
Da parte da Direcção da Banda Sinfónica Portuguesa ficou a promessa de que tudo fará para que esta iniciativa tenha a continuidade desejada num futuro muito próximo.
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- Crítica do Público em 03-01-2006
- Entrevista do Primeiro de Janeiro Pag. 1
- Entrevista do Primeiro de Janeiro Pag. 2
- Notícia do Jornal de Notícias em 01-01-2006
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